Convite para o culto

Carlos Finney (Heróis da Fé)


Li essa história a muito tempo... e nunca esqueci... ouça, e deixe que o Espirito Santo atue sobre você.




A VIDA DE CARLOS FINNEY.





Apóstolo de avivamentos (1792-1875) Perto da aldeia de New York Mills, no século dezenove, havia uma fábrica de tecidos movida pela força das águas do rio Oriskany. Certa manhã, os operários se achavam co¬movidos, conversando sobre o poderoso culto da noite an¬terior, no prédio da escola pública. Não muito depois de começar o ruído das máquinas, o pregador, um rapaz alto e atlético, entrou na fábrica. O po¬der do Espírito Santo ainda permanecia sobre ele; os ope¬rários, ao vê-lo, sentiram a culpa de seus pecados a ponto de terem de se esforçar para poderem continuar a traba¬lhar. Ao passar perto de duas moças que trabalhavam jun¬tas, uma delas, no ato de emendar um fio, foi tomada de tão forte convicção, que caiu em terra, chorando. Segundos depois, quase todos em redor tinham lágrimas nos olhos e, em poucos minutos, o avivamento encheu todas as depen¬dências da fábrica. O diretor, vendo que os operários não podiam traba¬lhar, achou que seria melhor cuidassem da salvação da al¬-ma, e mandou que parassem as máquinas. A comporta das águas foi fechada e os operários se ajuntaram em um salão do edifício. O Espírito Santo operou com grande poder e dentro de poucos dias quase todos se converteram. Diz-se acerca deste pregador, que se chamava Carlos Finney, que, depois de ele pregar em Governeur, no Estado de New York, não houve baile nem representação de teatro na cidade durante seis anos. Calcula-se que, durante os anos de 1857 e 1858, mais de 100 mil pessoas foram ganhas para Cristo pela obra direta e indireta de Finney. A sua au¬tobiografia é o mais maravilhoso relato de manifestação do Espírito Santo, excetuando o livro de Atos dos Apóstolos. Alguns consideram o seu livro, "Teologia Sistemática", a maior obra sobre teologia, a não ser as Sagradas Escritu¬ras. - Como se explica o seu êxito tão destacado nos anais dos servos da Igreja de Cristo? - Sem dúvida era, antes de tudo, o resultado da sua profunda conversão. Nasceu de uma família descrente e se criou em um lu¬gar onde os membros da igreja conheciam, apenas, a for¬malidade fria dos cultos. Finney era advogado; ao encon¬trar, nos seus livros de jurisprudência, muitas citações da Bíblia comprou um exemplar com a intenção de conhecer as Escrituras. O resultado foi que, após a leitura, achou mais e mais interesse nos cultos dos crentes. Acerca da sua conversão ele relata, na sua autobiografia, o seguinte: "Ao ler a Bíblia, ao assistir às reuniões de oração, e ou¬vir os sermões de senhor Gale, percebi que não me achava pronto a entrar nos céus... Fiquei impressionado especial¬mente com o fato de as orações dos crentes, semana após semana, não serem respondidas. Li na Bíblia: 'Pedi e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á'. Li, também, que Deus é mais pronto a dar o Espírito Santo aos que lho pedirem, do que os pais terrestres a darem boas coisas aos filhos. Ouvia os crentes pedirem um derrama¬mento do Espírito Santo e confessarem, depois, que não o receberam. "Exortavam uns aos outros a se despertarem para pe¬dir, em oração, um derramamento do Espírito de Deus e afirmavam que assim haveria um avivamento com a conversão de pecadores... Mas ao ler mais a Bíblia, vi que as orações dos crentes não eram respondidas porque não ti¬nham fé, isto é, não esperavam que Deus lhes daria o que pediam... Entretanto, com isso senti um alívio acerca da veracidade do Evangelho... e fiquei convicto de que a Bíblia, apesar de tudo, é a verdadeira Palavra de Deus. "Foi num domingo de 1821 que assentei no coração re¬solver o problema sobre a salvação da minha alma e ter paz com Deus. Apesar das minhas grandes preocupações como advogado, resolvi seguir rigorosamente a determina¬ção de ser salvo. Pela providência de Deus, não me achei muito ocupado nem segunda nem terça-feira, e consegui passar a maior parte do tempo lendo a Bíblia e orando. "Mas ao encarar a situação resolutamente, achei-me sem coragem para orar sem tapar o buraco da fechadura. Antes deixava a Bíblia aberta na mesa com os outros livros e não me envergonhava de lê-la diante do próximo. Mas então, se entrasse alguém, eu colocaria um livro aberto sobre a Bíblia para escondê-la. "Durante a segunda e a terça-feira, a minha con¬vicção aumentou, mas parecia que o coração se havia en¬durecido: eu não podia chorar, nem orar... Terça-feira, à noite, senti-me muito nervoso e parecia-me estar perto da morte. Reconhecia que, se eu morresse, por certo iria para o Inferno. "De manhã cedo, fui para o gabinete... Parecia que uma voz me perguntava: - 'Por que esperas? Não prometes-te dar o coração a Deus? O que experimentas fazer? - al¬cançar a justificação pelas obras?' Foi então que vi, clara¬mente, como qualquer vez depois, a realidade e a plenitu¬de da propiciação de Cristo. Vi que sua obra era completa e, em vez de eu necessitar duma justiça própria para Deus me aceitar, tinha de sujeitar-me à justiça de Deus por in¬termédio de Cristo... Sem o saber, fiquei imóvel, não sei por quanto tempo, no meio da rua, no lugar onde a voz de dentro se dirigiu a mim. Então me veio a pergunta: - 'Aceitá-lo-ás, agora, hoje?' Repliquei: - 'Aceita-lo-ei hoje ou me esforçarei para isso até morrer...' Em vez de ir ao gabi¬nete, voltei para entrar na floresta, onde podia derramar a alma sem alguém me ver nem me ouvir."Porém, o meu orgulho continuava a se manifestar; passei por cima dum alto e andei furtivamente atrás duma cerca, para que ninguém me visse, e pensasse que ia orar. Penetrei dentro da mata cerca de meio quilômetro, onde achei um lugar mais escondido entre algumas árvores caí¬das. Ao entrar, disse a mim mesmo: 'Entregarei o coração a Deus, ou então não sairei daqui'. "Mas ao tentar orar, o coração não queria. Pensara que, uma vez sozinho, onde ninguém pudesse ouvir-me, podia orar livremente. Porém, ao experimentar fazê-lo, achei-me sem coisa alguma a dizer a Delis. Toda a vez que tentava orar, parecia-me ouvir alguém chegando. "Por fim, achei-me quase em desespero. O coração es¬tava morto para com Deus e não queria orar. Então repro¬vei-me a mim mesmo por ter-me comprometido a entregar o coração a Deus antes de sair da mata. Comecei a pensar que Deus já me tivesse abandonado... Achei-me tomado de uma fraqueza demasiadamente grande para ficar de joe¬lhos. "Foi justamente nessa altura que pensei novamente que ouvia alguém se aproximando e abri os olhos para ver. Logo foi-me revelado que o orgulho do meu coração era a barreira entre mim e a minha salvação. Fui vencido pela convicção do grande pecado de eu envergonhar-me se al¬guém me encontrasse de joelhos perante Deus, e bradei em alta voz que não abandonaria o lugar, nem que todos os ho¬mens da terra e todos os demônios do Inferno me cercas¬sem. Gritei: 'Ora, um vil pecador como eu, de joelhos pe¬rante o grande e santo Deus, e confessando-lhes os peca¬dos, e me envergonho dele perante o próximo, pecador também, porque me encontro de joelhos para achar paz com o meu Deus ofendido!' O pecado parecia-me horren¬do, infinito. Fiquei quebrantado até o pó perante o Senhor. Nessa altura, a seguinte passagem me iluminou: 'Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração...' "Continuei a orar e a receber promessas e a apropriar-me delas, não sei por quanto tempo. Orei até que sem sa¬ber como, achei-me voltando para a estrada. Lembro-mede que disse a mim mesmo: 'Se eu me converter, pregarei o Evangelho'. "Na estrada, voltando para a aldeia, certifiquei-me da preciosa paz e da gloriosa calma na minha mente. - 'Que é isso?' Perguntei-me a mim mesmo. - 'Entristecera eu o Espírito Santo até retirar-se de mim? Não sinto mais con¬vicção...' Então lembrei-me de que dissera a Deus, que confiaria na sua Palavra... A calma de meu espírito era in¬descritível... Fui almoçar, mas não tinha vontade de co¬mer. Fui ao gabinete, mas meu sócio não voltara do almo¬ço. Comecei a tocar a música de um hino no rebecão, como de costume. Porém, ao começar a cantar as palavras sagra¬das, o coração parecia derreter-se e só podia chorar... "Ao entrar e fechar a porta atrás de mim, parecia-me ter encontrado o Senhor Jesus Cristo face a face. Não me entrou na mente, na ocasião, nem por algum tempo de¬pois, que era apenas uma concepção mental. Ao contrário, parecia-me que eu o encontrara como encontro qualquer pessoa. Ele não disse coisa alguma, mas olhou para mim de tal forma, que fiquei quebrantado e prostrado aos seus pés. Isso, para mim, foi, depois, uma experiência extraor¬dinária, porque parecia-me uma realidade, como se Ele mesmo ficasse em pé perante mim, e eu me prostrasse aos seus pés e lhe derramasse a minha alma. Chorei alto e fiz tanta confissão quanto foi possível, entre soluços. Parecia-me que lavava os seus pés com as minhas lágrimas; contu¬do, sem sentir ter tocado na sua pessoa... "Ao virar-me para me sentar, recebi o poderoso batis¬mo com o Espírito Santo. Sem o esperar, sem mesmo saber que havia tal para mim, o Espírito Santo desceu de tal ma¬neira, que parecia encher-me corpo e alma. Senti-o como uma onda elétrica que me traspassava repetidamente. De fato, parecia-me como ondas de amor liquefeito; porque não sei outra maneira de descrever isso. Parecia o próprio fôlego de Deus. "Não existem palavras para descrever o maravilhoso amor derramado no meu coração. Chorei de tanto gozo e amor que senti; acho melhor dizer que exprimi, chorando em alta voz, as inundações indizíveis do meu coração. As ondas passaram sobre mim, uma após outra, até eu clamar: 'Morrerei, se estas ondas continuarem a passar sobre mim!.Senhor, não suporto mais!' Contudo, não receava a morte. "Não sei por quanto tempo este batismo continuou a passar sobre mim e por todo o meu ser. Mas sei que era já noite quando o dirigente do coro veio ao gabinete para me visitar. Encontrou-me nesse estado de choro aos gritos e perguntou: - 'Sr. Finney, que tem?' Por algum tempo não pude responder-lhe. Então ele perguntou mais: - 'Está sentindo alguma dor?' Com dificuldade respondi: - Não, mas sinto-me demasiado feliz para viver. "Saiu e, daí a pouco, voltou acompanhado por um dos anciãos da igreja. Esse ancião sempre foi um homem de espírito ponderado e quase nunca ria. Ele, ao entrar, en¬controu-me no mesmo estado, mais ou menos, como quan¬do o rapaz o foi chamar. Queria saber o que eu sentia e eu comecei a lhe explicar. Mas, em vez de responder-me, foi tomado de um riso espasmódico. Parecia impossível evitar o riso que procedia do fundo do seu coração." Nessa altura, entrou certo rapaz que começara a fre¬qüentar os cultos da igreja. Presenciou tudo por alguns momentos, até cair ao chão em grande angústia de alma, clamando: "Orem por mim!" O ancião da igreja e o outro crente oraram e depois Fin¬ney também orou e logo após todos se retiraram deixando Finney sozinho. Ao deitar-se para dormir, Finney adormeceu, mas logo se acordou, por causa do amor que lhe transbordava do co¬ração. Isso aconteceu repetidas vezes durante a noite. Sobre isso ele escreveu depois: "Quando me acordei, de manhã, a luz do sol penetrava no quarto. Faltam-me palavras para exprimir os meus sen¬timentos ao ver a luz do sol. No mesmo instante, o batismo do dia anterior voltou sobre mim. Ajoelhei-me ao lado da cama e chorei pelo gozo que sentia. Passei muito tempo sem poder fazer coisa alguma senão derramar a alma pe¬rante Deus". Durante o dia, o povo se ocupava em falar na conversão do advogado. Ao anoitecer, sem qualquer anúncio do culto, ajuntou-se uma multidão no templo. Quando Finney relatou o que Deus fizera na sua alma, muitos foram profunda¬mente comovidos; um, sentiu-se tão convicto que voltou a casa sem o chapéu. Certo advogado afirmou: "É claro que ele é sincero; mas que enlouqueceu, é evidente." Finney fa¬lou e orou com grande liberdade. Realizavam-se cultos to¬das as noites por algum tempo, aos quais assistiam pessoas de todas as classes. Esse grande avivamento espalhou-se para muitos lugares em redor. Finney continuou: "Por oito dias [depois da sua conversão) o meu cora¬ção permanecia tão cheio, que não sentia desejo de comer nem de dormir. Parecia-me que tinha um manjar para co¬mer que o mundo não conhecia. Não sentia necessidade de alimentar-me nem de dormir... Por fim, cheguei a ver que devia comer como de costume e dormir quanto fosse possí¬vel. "Grande poder acompanhava a Palavra de Deus; todos os dias admirava-me ao notar como poucas palavras, diri¬gidas a uma pessoa, traspassavam-lhe o coração como uma seta. "Não demorei muito em ir visitar meu pai. Ele não era salvo; o único membro da família que fizera profissão de religião era meu irmão mais novo. Meu pai encontrou-me no portão e me perguntou: - 'Como tem passado, Carlos?' Respondi-lhe: - Bem, meu pai, tanto no corpo como na al¬ma. Meu pai, o senhor já é idoso, todos os seus filhos estão crescidos e casados; e nunca ouvi alguém orar na sua casa. Ele baixou a cabeça e começou a chorar, dizendo: - 'É ver¬dade, Carlos; entre, e você mesmo ore'. "Entramos e oramos. Meus pais ficaram comovidos e, não muito depois, converteram-se. Se a minha mãe tinha qualquer esperança antes, ninguém o sabia". Assim, esse advogado, Carlos G. Finney, perdeu todo o gosto pela sua profissão e se tornou um dos mais famosos pregadores do Evangelho. Acerca de seu método de trabalhar, ele escreveu: "Dei grande ênfase à oração como indispensável, se realmente queríamos um avivamento. Esforçava-me por ensinar a propiciação de Jesus Cristo, sua divindade, sua missão divina, sua vida perfeita, sua morte vicária, sua ressurreição, a necessidade de arrependimento e de fé, a justificação pela fé, e outras doutrinas que se tornaram vi¬vas pelo poder do Espírito Santo. "Os meios empregados eram simplesmente pregação, cultos de oração, muita oração em secreto, intensivo evangelismo pessoal e cultos para a instrução dos interessados. "Eu tinha o costume de passar muito tempo orando; acho que, às vezes, orava realmente sem cessar. Achei, também, grande proveito em observar freqüentemente dias inteiros de jejum em secreto. Em tais dias, para ficar inteiramente sozinho com Deus, eu entrava na mata, ou me fechava dentro do templo..." Vê-se no seguinte, a maneira como Finney e seu com¬panheiro de oração, o irmão Nash, "bombardeavam" os céus com as suas intercessões: "Quase um quilômetro distante da residência do se¬nhor S, morava certo adepto do universalismo. Nos seus preconceitos religiosos, recusava-se a assistir aos cultos. Certa vez o irmão Nash, que se hospedava comigo na casa do senhor S, retirou-se para dentro da mata para lutar em oração, sozinho, bem cedo de madrugada, conforme seu costume. A atmosfera era tal nessa ocasião que se ouvia qualquer som de longe. O universalista ao levantar-se, de madrugada, saiu de casa e ouviu a voz de quem orava, e, apesar de não compreender muitas das palavras, reconhe¬ceu quem orava. E isso traspassou-lhe o coração como uma flecha. Sentiu a realidade da religião como nunca. A flecha permanecia. E ele achou alívio somente crendo em Cris¬to". Acerca do espírito de oração, Finney afirmou que "era coisa comum nesses avivamentos, os recém-convertidos se acharem tomados pelo desejo de orar noites inteiras até lhes faltarem as forças físicas. O Espírito Santo constran¬gia grandemente o coração dos crentes, e sentiam constan¬temente a responsabilidade pela salvação das almas imor¬tais. A solenidade da mente se manifestava no cuidado com que falavam e se comportavam. Era muito comum encontrar crentes juntos caídos de joelhos em oração em vez de ocupados em palestras". Em certo tempo, quando as nuvens de perseguição enegreciam cada vez mais, Finney, como era seu costume sob tais circunstâncias, sentia-se dirigido a dissipá-las, oran¬do. Em vez de falar pública ou particularmente acerca das acusações, ele orava. Acerca da sua experiência escreveu: "Eu olhava para Deus com grande anelo, dia após dia, ro¬gando que Ele me mostrasse o plano a seguir e a graça para suportar a borrasca... O Senhor mostrou-me, em uma vi¬são, o que eu tinha de enfrentar. Ele chegou-se tão perto de mim, enquanto eu orava, que a minha carne literalmente estremecia sobre os ossos. Eu tremia da cabeça aos pés, sob o pleno conhecimento da presença de Deus". Acrescentamos mais um exemplo, tirado da sua auto¬biografia, da maneira de o Espírito Santo operar na sua pregação: "Ao chegar, na hora anunciada para iniciar o culto, achei o prédio da escola repleto e tinha de ficar em pé perto da entrada. Cantamos um hino, isto é, o povo pretendia cantar. Entretanto, eles não tinham o costume de cantar os hinos de Deus, e cada um desentoava à sua própria ma¬neira. Não podia conter-me e lancei-me de joelhos e come¬cei a orar. O Senhor abriu as janelas dos céus, derramou o espírito de oração e entreguei-me de toda a alma a orar. "Não escolhera um texto, mas logo ao levantar-me dos joelhos, eu disse: Levantai-vos, saí deste lugar, porque o Senhor há de destruir a cidade . Acrescentei que havia dois homens, um se chamava Abraão, e outro, Ló... Contei-lhes como Ló se mudara para Sodoma... O lugar era excessiva¬mente corrupto... Deus resolveu destruir a cidade e Abraão orou por Sodoma. Mas os anjos acharam somente um justo lá, era Ló. Os anjos disseram: 'Tens alguém mais aqui? Teu genro, e teus filhos, e tuas filhas, e todos quantos tens nesta cidade, tira-os fora deste lugar; porque nós vamos destruir este lugar, porque o seu clamor tem engrossado diante da face do Senhor, e o Senhor nos enviou a destruí-lo'. "Ao relatar estas coisas, os ouvintes se mostraram ira¬dos a ponto de me açoitarem. Nessa altura, deixei de pre¬gar e lhes expliquei que compreendera que nunca se reali¬zara culto ali e que eu tinha o direito de, assim, considerá-los corruptos. Salientei isso com mais e mais ênfase e, com o coração cheio de amor até não poder mais conter-me. "Depois de eu assim falar cerca de quinze minutos, pa¬recia cair sobre os ouvintes uma tremenda solenidade e co¬meçaram a cair ao chão, clamando e pedindo misericórdia. Se eu tivesse tido uma espada em cada mão, não os pode¬ria derrubar tão depressa como caíram. De fato, dois mi¬nutos depois de os ouvintes sentirem o choque do Espírito vir sobre eles, quase todos estavam ou caídos de joelhos ou prostrados no chão. Todos os que podiam falar de qualquer maneira, oravam por si mesmos. "Tive de deixar de pregar, porque os ouvintes não pres¬tavam mais atenção. Vi o ancião que me convidara para pregar, sentado no meio do salão, olhando em redor, estu¬pefato. Gritei bem alto para ele ouvir, apesar da balbúrdia, pedindo-lhe que orasse. Caiu de joelhos e começou a orar em voz retumbante; mas o povo não prestou atenção. Gritei: Vós não estais ainda no Inferno; quero dirigir-vos a Cristo. O coração transbordava de gozo ao presenciar tal cena. Quando pude dominar os meus sentimentos, virei-me para um rapaz que estava perto de mim, consegui atrair a sua atenção e preguei Cristo, em voz bem alta, ao seu ouvido. Logo, ao olhar para a 'cruz' de Cristo, ele acal¬mou-se por um pouco e então rompeu em oração pelos ou¬tros. Depois fiz o mesmo com um outro; depois com mais outro e continuei assim tratando com eles até a hora do culto da noite, na aldeia. Deixei o ancião que me convidara a pregar, para continuar a obra com os que oravam. "Ao voltar, havia tantos clamando a Deus que não po¬demos encerrar a reunião, que continuou o resto da noite. Ao amanhecer o dia, alguns ainda permaneciam com a alma ferida. Não se podiam levantar e, para dar lugar às aulas, foi necessário levá-los a uma residência não muito distante. De tarde mandaram chamar-me porque ainda não findara o culto. "Só nesta ocasião cheguei a saber a razão de o auditório agastar-se da mensagem. Aquele lugar cognominava-se 'Sodoma' e havia somente um homem piedoso lá a quem o povo tratava de 'Ló'. Era o ancião que me convidara a pre¬gar."Depois de já velho, Finney escreveu acerca do que o Se¬nhor fez em "Sodoma". "Embora esse avivamento caísse tão repentinamente sobre eles era tão empolgante que as conversões eram profundas e a obra permanente e genuína. Nunca ouvi falar em qualquer repercussão desfavorável." Não foi só na América do Norte que Finney viu o Espí¬rito Santo cair e abater os ouvintes em terra. Na Inglater¬ra, durante os nove meses de evangelização, que Finney promoveu lá, multidões também se prostraram enquanto ele pregava - em certa ocasião mais de dois mil, de uma vez. Alguns pregadores confiam na instrução e ignoram a obra do Espírito Santo. Outros, com razão, rejeitam tal ministério infrutífero e sem graça; oram a Deus para o Espírito Santo tomar conta e alegram-se no grande pro¬gresso da obra de Deus. Mas, ainda outros, como Finney, dedicam-se a buscar o poder do Espírito Santo, sem des¬prezar a arma de instrução, e vêem resultados incrivel¬mente mais vastos. Durante os anos de 1851 a 1866, Finney foi diretor do Colégio de Oberlin e ensinou a um total de 20 mil estudan¬tes. Dava mais ênfase ao coração puro e ao batismo com o Espírito Santo do que à preparação do intelecto; de Ober¬lin saiu uma corrente contínua de alunos cheios do Espíri¬to Santo. Assim, depois dos anos de uma campanha inten¬siva de evangelismo e no meio dos seus esforços no colégio, "em 1857, Finney via cerca de 50 mil, todas as semanas, converterem-se a Deus." (By My Spirit, Jônathan Go¬forth, p. 183.) Os diários de New York, às vezes quase não publicavam outras notícias, senão do avivamento. Suas lições aos crentes sobre avivamento foram publi¬cadas, primeiro em um jornal e depois em um livro de 445 páginas e que se intitulava "Discursos Sobre Avivamen¬tos". As primeiras duas edições, de 12 mil exemplares, fo¬ram vendidas logo ao saírem do prelo. Outras edições fo¬ram impressas em vários idiomas. Uma só editora em Lon¬dres publicou 80 mil. Entre suas outras obras de circulação mundial, contam-se as seguintes: sua "Autobiografia", "Discursos aos Crentes" e "Teologia Sistemática". Os convertidos nos cultos de Finney eram pela graça constrangidos a andar de casa em casa para ganhar almas. Ele mesmo se esforçava para preparar o maior número de obreiros em Oberlin College. Mas o desejo que ardia sem¬pre em tudo era o de transmitir a todos o espírito de ora¬ção. Pregadores como Abel Câry e Father Nash viajavam com ele e, enquanto ele pregava, eles continuavam prostrados em oração. Vejamos isso nas palavras de Finney: "Se eu não tivesse o espírito de oração, não alcançaria coisa alguma. Se por um dia, ou por uma hora eu perdesse o espírito de graça e de súplica, não poderia pregar com po¬der e fruto, e nem ganhar almas pessoalmente." Para que alguém não julgue que a obra era superficial, citamos outro escritor: "Descobriu-se, por pesquisa empol¬gante, que mais de 85 pessoas de cada 100 que se conver¬tiam sob a pregação de Finney, permaneciam fiéis a Deus; enquanto 75 pessoas de cada cem, das que professaram conversão nos cultos de algum dos maiores pregadores, se desviavam. Parece que Finney tinha o poder de impressio¬nar a consciência dos homens, sobre a necessidade de um viver santo, de tal maneira que produzia fruto mais per¬manente." (Deeper Experiences of Famous Christians, p. 243.) Finney continuou a inspirar os estudantes de Oberlin College até a idade de 82 anos. Já no fim da vida, perma¬necia tão lúcido de mente como quando jovem e sua vida nunca foi tão rica no fruto do Espírito e na beleza da sua santidade do que nesses últimos anos. No domingo, 16 de agosto de 1875, pregou seu último sermão. Mas de noite não assistiu ao culto. Ao ouvir os crentes cantarem "Jesus lover of my soul, let me to Thy bosom fly", saiu até o por¬tão na frente da casa, e com estes que tanto amava, foi a última vez que cantou na terra. Acordou-se à meia-noite, sofrendo dores lancinantes no coração. Sofrera assim mui¬tas vezes durante a sua vida. Semeara as sementes de avi¬vamento e as regara com lágrimas. Todas as vezes que re¬cebeu o fogo da mão de Deus, foi com sofrimento. Final¬mente, antes de amanhecer o dia, dormiu na terra para acordar na Glória, nos céus. Faltavam-lhe apenas treze dias para completar 83 anos de vida aqui na terra. Jorge Müller Apóstolo da fé (1805-1898) "Pela fé, Abel... Pela fé, Noé... Pela fé, Abraão..." As¬sim é que o Espírito Santo conta as incríveis proezas que Deus fez por intermédio dos homens que ousavam confiar unicamente nele. Foi no século XIX que Deus acrescentou o seguinte a essa lista: "Pela fé, Jorge Müller levantou or¬fanatos, alimentou milhares de órfãos, pregou a milhões de ouvintes em redor do globo e ganhou multid

Quem foi o primeiro Papa?


Quem foi o primeiro Papa? 

Por Paulo Cristiano 

Todos sabem que o título “papa” é empregado para o supremo chefe da igreja católica apostólica romana. Este termo vem do grego e significa “pai”. Já em latim, é formado pela junção da primeira sílaba de duas palavras: pater patrum, que quer dizer “pai dos pais”. Mas o significado que os católicos mais gostam de conferir é: Petri apostoli potestatem accipiens, isto é, “aquele que recebe autoridade do apóstolo Pedro”. Segundo a doutrina católica, o papa é o sucessor de São Pedro no governo da Igreja Universal e o vigário de Cristo na terra. Tem autoridade sobre todos os fiéis e sobre toda a hierarquia da igreja. Além da autoridade espiritual, exerce uma territorial (interrompida de 1870 a 1929), que, a partir de 1929, foi limitada ao Estado da cidade do Vaticano. É infalível quando fala em assuntos de fé e moral (ex-cathedra). Alguns títulos que o papa ostenta dão uma amostra deste exagero, a saber: Bispo de Roma, Primaz da Itália, Patriarca do Ocidente, Vigário de Jesus Cristo, Servo dos Servos de Deus, Sumo Pontífice da Igreja Universal, Sucessor do Príncipe dos Apóstolos, Soberano do Estado da Cidade do Vaticano, Arcebispo e Metropolita da Província Romana e Santo Padre. Durante a história de sua existência, o papado teve seus altos e baixos. Recentemente, o atual papa teve de pedir desculpas aos judeus por seu antecessor, o papa Pio XII, e se vê em dificuldades com a questão do celibato. Apesar de toda esta imponência de chefe de Estado, líder espiritual da maior parcela de cristãos do mundo (1 bilhão) e administrador de um império financeiro que a cada ano acumula bilhões de dólares, algumas perguntas precisam ser feitas. Existem provas bíblicas e históricas que indiquem que o papa é o sucessor do apóstolo Pedro? Pedro foi o primeiro papa e gozou de supremacia sobre os demais apóstolos? Teria Pedro fundado a igreja de Roma e transformado essa igreja na sede de seu trono episcopal? O alvo de nossa matéria é apresentar respostas adequadas a perguntas cruciais como essas, visto que a Internet está repleta de sites de cunho apologético católico com o intuito de refutar as verdades das Escrituras Sagradas apresentadas pelos evangélicos.

tu éS PedrO, e SOBre eSta Pedra edifiCarei a minha igreJa
Tu es Petrus et super hanc petram aedificabo ecclesiam meam Esse trecho de Mateus 16.18 é tão especial para os fundamentos papais que foi escrito 
em enormes letras douradas na cúpula da Basílica de São Pedro, em Roma. Destarte, ele é a fonte mais importante de toda a dogmática1  católica. A expressão Tu es Petrus, carrega atrás de si uma procissão de outras heresias erigidas em cima das interpretações de textos deslocados de seus respectivos contextos, interpretados de modo arbitrário pelos teólogos e doutores católicos romanos. É ele o genitor da infalibilidade papal, do poder temporal e dos demais desvios teológicos, contradições e distorções dessa igreja. Portanto, esclarecer à luz da Bíblia todo esse equívoco teológico é desestruturar a base em que se firma a eclesiologia2  católica.

OS PilareS dO PaPadO

A tese católica se firma em três questionáveis pressupostos principais, a saber: Cristo edificou a Igreja sobre Pedro, numa interpretação totalmente tendenciosa e arbitrária de Mateus 16.18,19. Pedro fundou e dirigiu a Igreja de Roma, sendo martirizado nessa cidade. A sucessão apostólica numa cadeia ininterrupta até nossos dias: de Pedro a Karol Wojtyla (João Paulo II). Outrossim, há ainda outros argumentos apresentados pelos católicos romanos que se firmam nessa trilogia, mas, neste momento, analisaremos apenas os já mencionados.

em que Pedra a igreJa eStá edifiCada?

O endereço eletrônico católico www.lepanto.org.br, da Frente Universitária Lepanto, é um site antiprotestante e, na página sobre a Igreja Católica, que interpreta Mateus 16.18, traz a seguinte declaração: “Esse ponto é muito importante, pois a interpretação truncada dos protestantes quer admitir o absurdo de que Nosso Senhor não sabia se exprimir corretamente. Eles dizem que Cristo queria dizer: Simão, tu és pedra, mas não edificarei sobre ti a minha Igreja, por que não és pedra, senão sobre mim. Ora, é uma contradição, pois Nosso Senhor alterou o nome de Simão para Kephas, deixando claro quem seria a pedra visível de sua Igreja”. Entendemos que essa declaração nada mais representa do que o ecoar das suposições romanas na tentativa de harmonizar o que não pode ser harmonizado. A princípio pode até impressionar, mas carece totalmente de fundamentos. Leiamos o versículo: “Pois também eu te digo que tu és Pedro (Petrus), e sobre esta pedra (petra) edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; e eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16.18,19). Jesus, ao proferir essa declaração, estava realmente afirmando que Ele próprio era a “pedra” sobre a qual sua Igreja seria edificada. Temos diversos motivos para esta interpretação. Vejamos:


Petra verSuS PetrOS

Ao referir-se a Pedro, Jesus emprega o termo grego Petros, que significa um seixo, pedregulho. Ao referir-se à edificação da Igreja, diz que ela seria edificada não sobre o Petros (Pedro), mas sobre a petra, um rochedo inabalável. Ora, Jesus fez nítida diferença semasiológica3  entre petra e Petros. Um é substantivo feminino singular e está na terceira pessoa; o outro, masculino plural, e se encontra na segunda pessoa. Além disso, o termo petra nunca é usado na Bíblia em relação a homem algum, somente em relação a Deus. Logo, tal verso nem de longe insinua alguma coisa sobre Roma, sucessão apostólica ou algo similar. Os católicos conseguem ver o que não existe no texto.

edifiCaçãO SOBre quem?

A declaração “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo” é a chave para entendermos toda a problemática. Jesus perguntou a “todos”, e não somente a Pedro, “quem Ele era”. “Disse-lhes ele [Jesus]: E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mt 16.15). A ele — Pedro — foi revelado, em sua confissão, que Cristo era o Messias, o Filho de Deus, daí a frase: “Bem- aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelou, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja...”, ou seja, a igreja está edificada sobre a confissão de que Ele (Jesus) era o Filho de Deus. A bem da verdade, a Igreja jamais poderia ser solidamente edificada sobre homem algum, nem mesmo Pedro, que, embora tenha sido um grande apóstolo, foi, no entanto, falível e passível de erros, como demonstra, de maneira sobeja, o contexto imediato: “Ele [Jesus], porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens” (Mt 16.23), além de outros escritos do Novo Testamento em que podemos perceber a inconstância de Pedro (Mt 26.69-75).
quem é a Pedra?
O significado de Petros e petra está em perfeita concordância com o contexto doutrinário e teológico neotestamentário. Sendo Petros um fragmento tirado da grande rocha, há de se ver uma conotação de todos os cristãos como Petros, e isto é descrito posteriormente pelo próprio Pedro: “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” (1Pe 2.5). Por sua vez, todas as “pedras vivas” estão edificadas sobre a grande Petra, que é Jesus: “Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus; edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus 
Cristo é a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor” (Ef 2.19-21). Agora, comparemos o texto de Mateus 16.18 com o texto seguinte: “Diz-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra, que os edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça do ângulo; pelo Senhor foi feito isto, e é maravilhoso aos nossos olhos? Portanto, eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos. E, quem cair sobre esta pedra, despedaçar-se-á; mas aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó” (Mt 21.42-44). Indubitavelmente, tanto em Mateus 16.18 quanto em 21.44, Jesus é a pedra. Desde a época dos salmistas, passando pelo profeta Isaías, a palavra profética já anunciava o Messias como a pedra da esquina (Cf. Sl 118.22, Is 28.16). Igualmente, é bom lembrar que na narrativa apresentada pelo evangelista Marcos é omitida a frase de Cristo: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mc 8.27-30). Isto não é de pouca relevância, pois Marcos, por muito tempo, foi companheiro de Pedro (1Pe 5.13) e, segundo Eusébio4 , foi de Pedro que Marcos coletou informações para redigir seu evangelho. Pedro, em nenhum momento, disse de si mesmo que era a rocha ou pedra da igreja, caso contrário, Marcos teria confirmado o fato de modo enfático. Se porventura o dogma da superioridade de Pedro é verdadeiro e de tamanha importância, como ensina a Igreja Católica, não parece praticamente inconcebível que os registros de Marcos e de Lucas silenciem a respeito?

O que SignifiCa KEPHAS?

Kephas significa pedra ou Pedro? João nos dá a resposta: “... Jesus, fixando nele o olhar, disse: Tu és Simão, filho de João, tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)” (Jo 1.42). Fica claro que Cefas ou Kephas significa Pedro e não pedra. Para fazer jus à coerência e à lógica católica, Jesus deveria ter dito mais ou menos assim: “Tu és Kephas e sobre esta kephas edificarei...”, ou: “Tu és Pedro e sobre este Pedro edificarei...”, caso não houvesse nenhuma diferença.

um aCréSCimO aO nOme de PedrO

Teria Jesus mudado o nome de Simão Barjonas para Pedro ou apenas feito um acréscimo? Ora, quando se muda um nome faz-se necessariamente uma substituição. O nome anterior não é mais mencionado, como nos casos de Abrão para Abraão (Gn 17.5) e de Sarai para Sara (Gn 17.15). Já no caso de Pedro, houve apenas um acréscimo, como bem atesta Lucas: “Agora, pois, envia homens a Jope e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro” (At 10.5,18,32; 11.13). Podemos ver que se trata de um acréscimo no nome e não a mudança do mesmo, como querem os teólogos do Vaticano. Além disso, Pedro continuou sendo chamado de Simão (At 15.14) ou Simão Pedro (Jo 21.2-3,7), algo que, no mínimo, 

seria estranho se o antigo nome tivesse sido trocado. Querer ver nisto uma ligação da suposta supremacia de Pedro com relação ao papado, certamente, é ir além dos limites admissíveis.

BiOgrafia de PedrO

•  Cidade natal: nasceu em Betsaida, Galiléia. •  Filiação: filho de Jonas e irmão do apóstolo André, seu primeiro nome era Simão. •  Moradia: na época de seu encontro com Cristo, morava em Cafarnaum, com a família da sua mulher (Lc 4,31-38). •  Profissão: pescador, trabalhava com o irmão e o pai. •  Qualidades: dinâmico (Mt 17.4), fiel (Mt 26.33), sincero (Jo 21.17), ousado (Mt 14.28), humilde (Lc 5.8), entre tantas outras. •  Defeitos: ansioso (Mt 19.27), inconstante (Mt 14.30), precipitado (Mt 16.22), duvidoso (Mt 26.75) •  Fontes: Os quatro evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), Atos dos Apóstolos e as epístolas de Paulo. •  Ministério: destacou-se entre os doze apóstolos e foi a ele que Cristo apareceu pela primeira vez depois de ressuscitar. •  Cartas escritas: 1 e 2 epístolas que levam o seu nome. • Viagens ministeriais: - Primeira viagem: de Jerusalém a Samaria (At 8.14-25). - Segunda viagem: de Jerusalém, através de Lida e Jope, até Cesaréia (At 9.32; 11.2). - Terceira viagem: de Jerusalém a Antioquia (At 15.1-14; Gl 2.11). •  Pedro e Jesus: - Perto do mar da Galiléia, é chamado para seguir a Jesus (Mt 4.18,19). - Perto da Galiléia, encontra a moeda do tributo na boca do peixe (Mt 17.24-27). - Na Galiléia, anda sobre as águas do mar (Mt 14.28,29). - Em Jerusalém, na última Ceia, Jesus lava seus pés (Jo 13.6,7). - No Jardim do Getsêmani, corta a orelha de Malco (Jo 18.10,11). - Em Jerusalém, no palácio do sumo sacerdote, nega o seu Senhor (Jo 18.25,27). - Em Jerusalém, sente remorso (Mt 26.75). - João e ele correm, apressados, para o túmulo vazio (Jo 20.3-8). - Junto ao mar da Galiléia, após a ressurreição, vê o mestre e é consolado (Jo 21.3-17). •  Momentos ministeriais marcantes: Em Jerusalém, profere seu maior discurso, quando ocorrem quase três mil conversões (At 2.41). - Em Jerusalém, cura um paralítico (At 3.6). - Em Jerusalém, profere dura sentença sobre Ananias e Safira (At 5. 1-11). - Em Lida, cura Enéias de paralisia (At 9.34,35). - Em Jope, ressuscita Tabita, também chamada de Dorcas (At 9.36-41). - Em Jope, tem a visão do lençol descendo do céu (At 10.9-16). - Em Cesaréia, prega na casa de Cornélio (At 10.23-48). - Em Jerusalém, é libertado da prisão por um anjo (At 12.3-10).


a quem PertenCem aS ChaveS?

Os católicos insistem em alardear que a simbologia das chaves (v. 19) significa supremacia jurisdicional sobre todo o cristianismo. Conquanto, sabemos que a chave foi realmente outorgada a Pedro para “abrir e fechar”. Todavia, devemos salientar que foram as chaves do “reino dos céus” e não da Igreja que lhe foram concedidas. O reino dos céus não é a Igreja. Antes, as “chaves” estavam nas mãos dos fariseus, como lemos: “Ai de vós, doutores da lei, que tirastes a chave da ciência; vós mesmos não entrastes, e impedistes os que entravam” (Lc 11.52). Essas chaves representam a propagação do evangelho de arrependimento de pecados, pelo qual todos os cristãos, e não Pedro apenas, podem abrir as portas dos céus para os pecadores que desejam ser salvos. Tanto é que, em Mateus 18.18, Jesus confia as chaves também aos demais apóstolos: “Em verdade vos digo [digo a vocês e não somente a Pedro] que tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra será desligado no céu”. Pedro, portanto, foi o primeiro a usá-la por ocasião da festa de Pentecostes, quando quase três mil almas foram salvas (At 2.14-41). Depois, a usou para pregar ao primeiro gentio, Cornélio (At 10.1-48). É esta a chave que abre a porta, e ela não é prerrogativa exclusiva do hierarca católico romano. Ninguém tem o poder (ou direito) de monopolizá- la, como querem os católicos romanos. Certo site ortodoxo5 , comentando sobre o assunto em questão, disse com muita propriedade: “Para a Igreja una e indivisa, a interpretação desta passagem do evangelho é toda outra. Como disse Orígenes (fonte comum da Tradição patrística da exegese), Jesus responde com estas palavras à confissão de Pedro: este se torna a pedra sobre a qual será fundada a Igreja porque exprimiu a fé verdadeira na divindade de Cristo. E Orígenes comenta: Se nós dissermos também: Tu és o Cristo, Filho de Deus Vivo, então tornamo-nos também em um Pedro [...] porque quem quer que seja que se una a Cristo torna-se pedra. Cristo daria as chaves do reino apenas a Pedro, enquanto as outras pessoas abençoadas não as poderiam receber?  Pedro é, então, o primeiro ‘crente’, e se os outros o quiserem seguir podem ‘imitá-lo’ e receber também as mesmas chaves. “Jesus, com as suas palavras relatadas no evangelho, sublinha o sentido da fé como fundamento da Igreja, mais do que funda a Igreja sobre Pedro, como a Igreja Romana pretende. Tudo se resume, portanto, em saber se a fé depende de Pedro, ou se Pedro depende da fé [...]  Por isso mesmo, São Cipriano de Cartago pôde afirmar que a fé de Pedro pertencia ao bispo de cada Igreja local, enquanto São Gregório de Nissa escreveu que Jesus ‘deu aos bispos, por intermédio de Pedro, as chaves das honras do céu’. A 

   PedrO em rOma, SegundO a  tradiçãO CatóliCa rOmana

Todos os anos, milhares de peregrinos cristãos vão para o Vaticano, o centro da cristandade católica, para visitar a basílica que possui o nome do apóstolo Pedro. É dito aos visitantes que o túmulo de Pedro encontra-se nessa igreja. De acordo com uma antiga tradição, Pedro tornou-se mártir em Roma durante as perseguições aos cristãos por parte do imperador Nero, nos anos 60 A.D. Contudo, não temos a mínima idéia de como ou quando ele chegou lá e as evidências, arqueológicas e textuais, deste período em Roma são poucas – datadas do segundo século A.D., tão- somente. Clemente é o primeiro a escrever sobre o sofrimento e o martírio de Pedro6 , mas não nos dá nenhum indicativo de que Pedro tenha trabalhado ou morrido em Roma. O bispo Inácio de Antioquia, enviado a Roma e martirizado entre os anos 110 e 130 A.D., também não faz menção a Pedro como líder (bispo) da igreja em Roma. Os teólogos católicos romanos entendem que o texto de 1Pedro 5.12,13 o situa em Roma — mas de maneira críptica; isto é, descrevem o remetente da carta como “o eleito na Babilônia”, um código do século 1o para Roma, o império opressor daqueles dias. Mas embora esta carta contenha o nome de Pedro, alguns acreditam que não tenha sido escrita por ele. Além disso, a carta é endereçada aos cristãos das províncias da Ásia menor romana, confirmando o relato de Paulo das atividades de Pedro no extremo Leste. No final do século 2o, contudo, Pedro se junta a Paulo, de forma regular, como um dos fundadores da igreja em Roma. A inspiração para essa tradição parece vir do livro de Atos, que divide, de forma organizada, a descrição sobre como o evangelho foi espalhado de Jerusalém (o cenário de Atos 1) até Roma (o cenário do capítulo final, Atos 28): uma seção de Pedro (Atos 1-12) seguida por uma seção de Paulo (Atos 13-28). Na mesma época, o pai da igreja, Irineu (c. 185 A.D.), descreveu a igreja de Roma como “a igreja maior, mais antiga e igreja universalmente conhecida, fundada e organizada em Roma pelos apóstolos mais gloriosos: Pedro e Paulo”.7  O presbítero (ancião da igreja) Gaio menciona dois monumentos em Roma dedicados a esses “fundadores da igreja”. Segundo Gaio, o monumento de Pedro encontra-se no Vaticano e o de Paulo, no Caminho de Ostiense (região Sul de Roma, onde se encontra a Basílica de São Paulo fora dos muros)8 . O termo usado por Gaio para monumento foi tropaion, que significa “troféu” — pode referir-se também a um túmulo ou a um memorial erguido no local do sofrimento9  . Assim, Gaio é o escritor mais recente a situar o martírio de Pedro em Roma. No início do século 3o, o escritor cristão Tertuliano supõe que os leitores saibam que Pedro foi crucificado e Paulo executado (provavelmente decapitado) durante as perseguições do imperador romano Nero1 0 . Tertuliano interpreta a morte de Pedro como o cumprimento de João 21.18,19, no qual Jesus prediz: “Quando for velho sucessão de Pedro existe onde a fé justa e ortodoxa é preservada e não pode, então, ser localizada geograficamente, nem monopolizada por uma só Igreja e tampouco por um só indivíduo. Levando a teoria da primazia de Roma às últimas conseqüências, seríamos obrigados a concluir que somente Roma possui essa fé de Pedro e, neste caso, teríamos o fim da Igreja una, santa, católica e apostólica que proclamamos no Credo: atributos dados por Deus a todas as comunidades sacramentais centradas sobre a Eucaristia. “Além disso, afirma a Igreja de Roma que é ela a Igreja fundada por Pedro e que essa fundação apostólica especial lhe dá direito a um lugar soberano sobre todo o Universo. Ora, a verdade é que, para além do fato de não sabermos realmente se São Pedro foi o fundador dessa Igreja Local e o seu primeiro papa, temos conhecimento de que outras cidades ou outras localidades menores podiam, igualmente, atribuir a si mesmas essa distinção, por terem sido fundadas por Pedro, Paulo, João, André ou outros apóstolos. Assim, o Cânone 
[Pedro], estenderá as mãos e outra pessoa o vestirá e o levará para onde você não deseja ir. Jesus disse isso para indicar o tipo de morte com a qual Pedro iria glorificar a Deus”. A tradição, comum no meio cristão, de que Pedro fora crucificado de cabeça para baixo vem de uma obra de 231 A.D: “E, por fim, vindo a Roma, ele foi crucificado de cabeça para baixo; pois havia pedido que sofresse daquela maneira”.1 1 Jerônimo, no século 4o, acrescenta os motivos que levaram Pedro a fazer tal pedido: “Ele recebeu em suas mãos a coroa do martírio ao ser pregado na cruz com a cabeça voltada para o chão e seus pés levantados para o alto, afirmando que ele era indigno de ser crucificado da mesma maneira que seu Senhor”.1 2 Segundo a pregação romana, o túmulo de Pedro encontra-se exatamente embaixo do altar consagrado da basílica e atrás do Nicho dos Pálios, local onde as estolas litúrgicas (pálios) são deixadas durante a noite antes de serem entregues aos novos bispos. Escavadores modernos encontraram um nicho escondido nessa parede contendo os ossos de um homem envolvidos em um pano de púrpura cara que, “acreditam”, possuía cerca de 60 anos quando morreu. Em 1968, a igreja declarou que tais ossos eram os restos de São Pedro. É importante esclarecer que todas estas informações são contestadas por vários estudiosos, devido à ausência de evidências satisfatórias e suspeita de manipulação de informações por parte da igreja romana. Todo o esforço de Roma em autenticar a presença de Pedro por lá visa aglutinar argumentos que corroborariam para aceitação de seu papado em Roma, pois como poderia sê-lo se jamais estivera lá? Entretanto, ainda que houvesse consenso de que Pedro esteve em Roma e que lá foi martirizado, isso ainda não seria o suficiente para alterar a avalanche de argumentos bíblicos que se opõe ao estabelecimento de seu papado. A dogmática católica depende da presença de Pedro em Roma, porém, esta suposta presença, se fosse confirmada, não tem a capacidade em si mesma de evidenciar que Pedro tenha iniciado a linha de sucessão apostólica, como quer a igreja romana.
do 6º Concílio de Nicéia reconhece um prestígio excepcional às Igrejas de Alexandria, Antioquia e Roma, não pelo fato de terem sido fundadas por apóstolos, mas porque eram na altura as cidades mais importantes do Império Romano e, sendo assim, deram origem a importantes igrejas locais...”

Onde eStá a Primazia de PedrO?

A lógica vaticana, insaciável em sua disposição em favorecer Pedro em detrimento dos demais apóstolos, esquiva-se em seus conceitos teológicos. Os católicos procuram, a qualquer preço, encontrar nas Sagradas Escrituras um elo de ligação entre a primazia de Pedro e a alegada supremacia do papa. Os argumentos apresentados são quase sempre furtados de seus contextos a fim de fortalecer essa cadeia de fantasia teológica. A pessoa que analisar o assunto pela ótica papista tende a ficar impressionada com a avalanche de textos que colocam Pedro no topo da lista de exclusividade. À primeira vista, a abundância de uma aparente primazia tende a sustentar essa corrente. No entanto, confrontaremos os textos citados e veremos que não são tão pujantes quanto parecem. 

A PEDRO FOI CONFERIDA COM EXCLUSIVIDADE A CHAVE DOS CÉUS (Mt 16.19) Este argumento foi satisfatoriamente respondido anteriormente.

A PEDRO FOI DADO, POR DUAS VEZES, CUIDAR COM EXCLUSIVIDADE DO REBANHO DE CRISTO (Lc 22.31,32; Jo 21.15,17) Os católicos frisam nesses textos as palavras “confirmar” e “apascentar” e vêem nelas uma suposta primazia jurisdicional de Pedro. O engano deste argumento está em não mostrar que o apóstolo Paulo também “confirmava” as igrejas (Cf. At 14.22; 15.32,41). Quanto ao “apascentar”, esta também não era uma exclusividade de Pedro, pois todos os bispos deveriam ter esta incumbência (At. 20.28). Para sermos coerentes, deveríamos dar este status de primazia aos demais, pois não só apascentavam como confirmavam as igrejas. 

PEDRO FOI O PRIMEIRO A PREGAR UM SERMÃO NO DIA DE PENTECOSTES (AT 2.14) Ora, Pedro, ao pregar na festa de Pentecostes, estava apenas fazendo uso das chaves para abrir a porta da salvação. Demais disso, alguém tinha de tomar a palavra e coube a Pedro, que era o mais velho e intrépido. Mas, ao terminar a mensagem, ninguém o teve por especial, antes se dirigiram a todos com a expressão: “Que faremos varões irmãos?”. Dirigiram-se a toda a igreja e não apenas a Pedro (At 2.37).

PEDRO FOI O PRIMEIRO A EVANGELIZAR UM GENTIO (AT 10.25) Ao contrário do que pensam os católicos, o caso de Cornélio é um contragolpe no argumento romanista, pois Pedro teve de dar explicações perante a Igreja por ter se 
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misturado e comido com um gentio. Raciocinemos, onde está a primazia de Pedro nesse episódio? Se a tivesse, porventura daria explicações perante seus supostos comandados? Certamente que não! Mas Pedro teve de se explicar, porque não possuía nenhum governo sobre os demais.

NO CATÁLOGO DOS APÓSTOLOS, O NOME DE PEDRO SEMPRE É COLOCADO EM PRIMEIRO LUGAR (MT 10.2-4, Mc 3.16-19, Lc 6.13-16, At 1.13) É bom frisarmos que este primeiro lugar na lista de nomes é apenas de caráter cronológico e não funcional. Percebe-se que os quatro primeiros nomes da lista dos sinópticos são: Simão, André, João e Tiago, os primeiros a serem chamados para seguir o Mestre e, dentre eles, coube a Pedro ter uma prioridade cronológica. Todavia, em outros textos, como, por exemplo, Gálatas 2.9, seu nome não aparece em tal posição: “E conhecendo Tiago, Cefas e João, que eram considerados como as colunas...”.

PEDRO ESCOLHE MATIAS PARA SUCEDER JUDAS ISCARIOTES (AT 1.15) Lendo cuidadosamente Atos 1.15-26, vemos que Pedro apenas expôs o problema, qual seja, a falta de um sucessor para o cargo de Judas. No entanto, Matias foi eleito pela igreja por voto comum e não por decisão de Pedro: “E, lançando-lhes sortes, caiu a sorte sobre Matias. E por voto comum foi contado com os onze apóstolos” (v. 26).

O verediCtO de JeSuS

O fator agravante quanto à intenção de tornar Pedro soberano entre os demais apóstolos está nas palavras taxativas de Cristo — o ÚNICO Sumo Pastor, Chefe Supremo, Cabeça e Fundamento da Igreja — em não titubear e corrigir algumas precoces ambições de supremacia entre eles. Certa feita, tal idéia foi sugerida ao Mestre que, no mesmo instante, a rechaçou dizendo: “... Sabeis que os governadores dos gentios os dominam, e os seus grandes exercem autoridades sobre eles. Não será assim entre vós; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será vosso servo...” (Mt 20.18-27). O próprio Pedro desfaz essa lenda ao dizer: “ninguém tenha domínio sobre o rebanho...” (1Pe 5.1-3). Não se pode ver aí nenhum vestígio de superioridade, supremacia ou destaque sobre os demais, pois ele mesmo se igualava aos outros dizendo: “... que sou também presbítero com eles...” Pedro jamais mandou. Pelo contrário, foi mandado e obedeceu: “Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João” (At 8.14). E tudo isso faz jus às palavras de Jesus, que disse: “Não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou” (Jo 13.16).

PedrO eSteve em rOma?

Embora a Bíblia não diga nada a respeito, os católicos insistem em dizer que o fato de o apóstolo Pedro ter sido o fundador da igreja de Roma é incontestável. Atribuem, ainda, ao apóstolo Pedro, um pontificado de 25 anos na capital do Império. E, conseqüente (deduzem), ele tenha morrido ali. É claro que estas ligações, em princípio, são de valor inestimável, pois, entrelaçadas, robustecem a tese vaticana da primazia do papado. Contudo, há de se frisar que somente a chamada tradição vem em socorro das causas romanistas nestas horas e, mesmo assim, de maneira dúbia. Pedro não pode ter sido papa durante 25 anos, pois foi martirizado no reinado do imperador Nero, por volta do ano 67 ou 68 d.C. Subtraindo 25 anos, retrocederemos ao ano 42 ou 43. Nessa época, ainda não havia sido realizado o Concílio de Jerusalém (At 15), que ocorreu por volta do ano 48 ou 49 d.C., quando Pedro participou (mas não deveria, porque, segundo a tradição, nessa época o apóstolo estava em Roma). No entanto, ainda que Pedro, segundo a opinião católica, tivesse participado do Concílio de Jerusalém, a assembléia fora presidida por Tiago (At 15.13-21). No ano 58 d.C., Paulo escreveu a epístola aos Romanos e, no capítulo 16, mandou uma saudação para muitos irmãos daquela cidade, mas Pedro sequer é mencionado. Em 62 d.C., o apóstolo Paulo chegou em Roma e foi visitado por muitos irmãos (At 28.30,31), todavia, nesse período, não há nenhuma menção de Pedro. O apóstolo Paulo escreveu quatro cartas de Roma: Efésios, Colossenses, Filemom (62 d.C.) e Filipenses (entre 67/68 d.C.), mas Pedro não é mencionado em nenhuma delas. Se Pedro estava em Roma no ano 60 d.C., como se deve entender a revelação referida no livro de Atos, em que Jesus disse a Paulo: “Importa que dês testemunho de mim também em Roma?” (At 23.11). Se Pedro estava em Roma, não caberia a ele estar cumprindo esta função? Onde se encontrava o suposto papa de Roma nessa ocasião? É por estas e outras razões que não acreditamos que Pedro tenha fundado ou presidido a Igreja de Roma, como afirmam os católicos.

O inSuStentável SuPOrte da tradiçãO

A tradição é um dos pilares nos quais se assenta a teologia romanista. O principal órgão da tradição é a Patrística, os escritos dos pais da Igreja. Essa tradição é de relevante valor à causa católica, pois dela advém toda a “lógica” da “sucessão apostólica”. É dela que é extraída a má interpretação de Mateus 16.18, da primazia de Roma, da corrente sucessória de São Pedro, etc. Na verdade, as coisas são bem diferentes quando analisadas de maneira criteriosa. Dos inúmeros pais da Igreja, somente 77 opinaram a respeito do assunto de Mateus 16.18, sendo que 44 reconheceram ser a fé de Pedro a rocha. Os outros 16 julgaram ser o próprio Cristo e somente 17 concordaram com a tese vaticana. Nenhum deles afirmou a 
infalibilidade de Pedro e tampouco o tinham como papa. Exemplo disso é Santo Agostinho que, em uma de suas obras,1 3 expressamente afirma que sempre, salvo uma vez, ele havia explicado as palavras sobre esta pedra — não como se referissem à pessoa de Pedro, mas sim a Cristo, cuja divindade Pedro havia reconhecido e proclamado. Diz certa fonte católica1 4 que: “Se a corrente da sucessão apostólica por alguma razão encontra-se interrompida, então as ordenações seguintes não são consideradas válidas, e as missas e os mistérios, realizados por pessoas ilegalmente ordenadas, estão desprovidos da graça divina. Essa condição é tão séria que a ausência de sucessão dos bispos em uma ou outra denominação cristã despoja-a da qualidade de Igreja verdadeira, mesmo que o ensino dogmático presente nela não esteja deturpado. Esse foi o entendimento da Igreja desde o seu início”.

finalizandO...

Procuramos não ser prolixos ao historiar sobre esta questão. Todos sabemos que o trono dos papas teve seus momentos de vacância. Muitos papas conquistaram este título por dinheiro; outros, considerados legítimos, foram condenados como hereges; e quantos, pela ganância do cargo, foram envenenados por seus rivais. Houve também os nomeados por imperadores e, quando não, havia três ou mais papas se excomungando mutuamente pela disputa da cadeira de São Pedro. Sem falar, é claro, da época negra da pornocracia (influência das cortesãs no governo). Não é debalde que a obra literária clássica Divina comédia, de Dante Alighieri, coloca vários papas no inferno. Há, ainda, uma tremenda contradição nas muitas listas dos pontífices romanos expostos por historiadores católicos, nas quais os nomes de tais sucessores aparecem trocados ou ausentes, sem consenso algum. Não cremos que estes homens sejam os verdadeiros sucessores da cátedra de Pedro. A bem da verdade, essa tal sucessão ininterrupta e contínua dos papas é totalmente arrebentada e falsa. É por demais ultrajante, mesmo para uma mente mediana suportar tamanha incongruência. Pelo que foi exposto, podemos considerar serenamente que “Pedro nunca foi papa e tampouco o papa é o vigário de Cristo”

Assiste O Fora Da Lei De Deus - Mártire (Filme Bíblico Dublado)



Uma história verídica. Política internacional, intrigas na igreja, traição, pena de morte - esta é a história de William Tyndale, um homem simples e inteligente que viveu pelo ideal de traduzir a Bíblia para o inglês. Aconteceu meio século antes de Shakespeare. Perseguido pelo rei Henrique VII, por seu chanceler e pelo cardeal, Tyndale refugiou-se para trabalhar na tradução da Bíblia até então em latim. Tyndale deu grande contribuição à reforma e deixou um exemplo de fé e coragem.

Filme Gospel John Hus O Mártir - Dublado



John Hus, erudito clérigo alemão, viveu 100 anos antes de Martinho Lutero e da reforma protestante. Ele estava convencido de apresentar a Bíblia na língua do povo, acreditava que a salvação vem só pela fé em Jesus Cristo e que só a Bíblia é a Palavra de Deus. Ele ensinou isso na Universidade de Praga e à sua igreja e alertava para os abusos do cristianismo de sua geração. Em vez da missa em Latim, Hus introduziu várias mudanças como o cântico de hinos pelo povo e assim provocou a ira da hierarquia da Igreja. Conheça a empolgante história desse homem corajoso, motivado pela fé em Jesus, mesmo diante das perseguições. Acusado, preso e condenado à morte na fogueira, onde morreu cantando louvor. Surge um grande mártir.

FILME EVANGELICO LUTERO.avi



FILME EVANGELICO LUTERO E O FILME QUE DA INICIO AO PROTESTANTISMO E A DIVISAO DA IGREJA CATOLICA E INICIA A IGREJA EVANGELICA

Avivamento da Rua Azusa (Documentário Completo)



William Seymour e a Rua Azusa

William J. Seymour
Muitas igrejas têm orado para um Pentecoste, e o Pentecoste veio. A pergunta agora é, será que o elas aceitarão? Deus respondeu de uma forma que elas não procuraram. Ele veio de uma forma humilde, como no passado, nascido em uma manjedoura. - The Apostolic Faith, setembro de 1906
Agora só uma palavra relativa ao irmão Seymour, que é o líder do movimento debaixo de Deus. Ele é o homem mais manso que eu já encontrei. Ele caminha e conversa com Deus. O poder dele está na sua fraqueza. Ele parece manter uma dependência desamparada em Deus e é tão simples como uma pequena criança, e ao mesmo tempo ele está tão cheio de Deus que você sente o amor e o poder toda vez que você chegar perto dele. - W H Durham, The Apostolic Faith, fevereiro / marco de 1907
O avivamento da Rua Azusa, na cidade de Los Angeles - EUA, tem marcado profundamente o Cristianismo dos últimos cem anos. Hoje, dos 660 milhões de cristãos protestantes e evangélicos no mundo, 600 milhões pertençam a igrejas que foram diretamente influenciadas pelo avivamento da Rua Azusa (Pentecostais, Carismáticos, Terceira-Onda etc).1

Filme Gospel O Refúgio Secreto - Dublado



A história verídica de Corrie Ten Boom, uma holandesa cristã que durante a Segunda Guerra Mundial organizou e liderou uma unidade de esconderijo na Holanda para ajudar os judeus a escaparem das forças nazistas.

Espelho dos Mártires II - Mártires Cristão (Filme Evangélico Completo) -...



DVD 2 - Documentário Espelho dos Mártires, são seis capítulos repartidos em dois DVDs. Relata em detalhes o modo de vida e as perseguições que sofreram os cristãos primitivos, e como foram martirizados. Mostra também o comovente testemunho de fé e coragem de muitos outros cristãos que preferiram a morte do que negar a fé no/do evangelho; fosse pelo fogo, pela espada ou pelas feras nas arenas, refugiando-se em cavernas e catacumbas para escaparem da perseguição Romana. Relata também os meios de tortura utilizados na "Santa Inquisição" na Idade Média; a história de William Tyndale, dos Anabatistas, e dos Valdenses chegando até os dias de hoje.

Espelho dos Mártires I - Mártires Cristão (Filme Evangélico Completo) -...



DVD 1 - Documentário Espelho dos Mártires, são seis capítulos repartidos em dois DVDs. 
Link do DVD 2 - http://www.silvanosilva2.blogspot.com.br/2012/08/espelho-dos-martires-ii-martires.html
Relata em detalhes o modo de vida e as perseguições que sofreram os cristãos primitivos, e como foram martirizados. Mostra também o comovente testemunho de fé e coragem de muitos outros cristãos que preferiram a morte do que negar a fé no/do evangelho; fosse pelo fogo, pela espada ou pelas feras nas arenas, refugiando-se em cavernas e catacumbas para escaparem da perseguição Romana. Relata também os meios de tortura utilizados na "Santa Inquisição" na Idade Média; a história de William Tyndale, dos Anabatistas, e dos Valdenses chegando até os dias de hoje

Pregando no Caucaia–Jardim Metropoles

Pregando Em Farias Brito-CE

Pastor Silva Junior, nos concedeu a honrar de ministrar na Matriz de Farias Brito Ceará. e foi benção pura.

 

Pregando no Sertão do Ceará

Foi no aniversário do Miss. Niltinho, fica no povoado de Quincuncá, em Farias Brito, Perto de Juazeiro do Norte. essa é uma congregação da Assembléia de Deus de Farias Brito, que é Pastoreado pelo meu Primo Pastor Silva Junior .

 

Pregação em California–Trecho

Foi a ultima mensagem pregada no Rio… essa é a minha igreja no Bairro Califórnia, vou postar, outras.

 

Hey Amigo–Oséias de Paula

Hoje voltei para o Rio, estava passando o Carnaval em Rio das Ostras- região dos lagos, e na viagem de volta fui tocado profundamente ao lembrar e cantar esse louvor… olha a letra e se quiser ouvir baixe …. não vai se arrepender.

 

Hey Amigo

Oséias De Paula1076581

 


Hey Amigo, veja bem o teu caminho,
está cheio de espinhos, você pode se ferir.
Hey, Amigo, Jesus Cristo Hoje te chama,
Te quer bem, também te ama,
Ele quer te acudir.
Em teu modo de viver,
todo mundo pode ver,
que você não é feliz,
que você não tem a paz.
Hey Amigo,
a idade jovem passa,
como a chuva na vidraça,
atrapalha a visão.
Hey Amigo,
saia desse abandono,
que Jesus fará um trono,
dentro do teu coração.
Hey Amigo,
Jesus Cristo hoje te chama,
te quer bem, também te ama,
ele quer te acudir.
Em teu modo de viver,
todo mundo pode ver,
que você não é feliz,
que você não tem a paz.
Você procura um Amigo,
não encontra. Que decepção!
É assim com muitos, e com você.
Existe apenas um amigo de verdade:
Este amigo é Jesus!
Hey Amigo,
a idade jovem passa,
como a chuva na vidraça,
atrapalha a visão.
Hey amigo, saia desse abandono.

 

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A Oração e a Vontade de Deus–EBD

Comentei em uma de nossas aulas que essas lição seria muito especial, pois trata de uma questão, da qual sempre terá uma mistério contido no seu bojo.

Essa questão é sempre levantada quando acontece algum acidente natural, ou quando somos atingidos por tragédias. Dizemos na nossa revolta, cadê Deus no meio disso tudo. Quando tomamos conhecimentos de Anjos (Crianças pequenas), que sofreram abusos ou foram assassinadas de forma brutal. No nosso devaneio humanístico, queremos enxergar o mundo sem Deus, pelos menos sem esse Deus que não está nem ae, para a dor de seus filhos.

Será que Deus se preocupa conosco realmente? Como fica a vontade de Deus diante das grandes Tragédias da Humanidade? Deus é o culpado por todos os males do mundo? Não´perca a super lição do Domingo Próximo e tenhas suas perguntas respondidas.

 

Um pequeno resumo da Lição:

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Orar em Grego: proseuchomai - orar a Deus; como em suplicação ou adoração - (Strong’s)

Vontade em Grego: thelema (grego), determinação, escolha, propósito, decreto.

 

OBSERVAÇÂO:

Não perca o Café da Manhã de 8: 30 às 9: 00

O Ministério da Intercessão–EBD

Um enfoque técnico do estudo que teremos no Domingo, quero um melhor aproveitamento da classe. Então estarei passando alguns detalhes aqui de Exegese Bíblia para dá suporte ao conteúdo programado.

Resumo da lição:

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      O  que é Intercessão?

Segundo os Católico:

Segundo o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, a intercessão "consiste no pedir em favor doutro. Ela conforma-nos e une-nos à oração de Jesus que intercede junto de Deus Pai por todos os homens, em especial pelos pecadores. A intercessão deve estender-se também aos inimigos" (n. 554).
pt.wikipedia.org/wiki/Intercessão

 

Segundo os Evangelicos:

Interceder é colocar-se no lugar de outro e pleitear a sua causa, como se fora sua própria. É estar entre Deus e os homens, a favor destes, tomando seu lugar e sentindo sua necessidade de tal maneira que luta em oração até a vitória na vida daquele por quem intercede.

Segundo o Hebraico:

Paga (hebraico) - Vem da raiz de uma palavra que significa "colidir pela violência". Paga segundo a Concordância de Strong, quer dizer: "colidir, encontrar, por acidente ou violência, ou (figuradamente) pela importunação. Vir (entre), suplicar, cair (sobre), fazer intercessão, interceder, pleitear, prostrar, encontrar com (juntos), suplicar, orar, alcançar, correr". É esta a palavra usada em Is. 55:12; Jr. 7:16; 27:18; 36:25. O Léxico Hebraico-Caldeu do Velho Testamento, de H.W.F. Gesenius, ressalta vários significados existentes na raiz da palavra. Destacamos: "Vir sobre ou contra, quer de propósito ou acidentalmente, quer violenta ou levemente; num bom sentido, assaltar alguém com petições, orações; instá-lo; encontrar-se com; alcançar alguém; fazer uma aliança com alguém..." Interessantes são também as expressões: "colocar-se na brecha", para defender alguém (Ez. 13:5; 22:30; SI. 106:23) e "erguer um muro em torno de alguém" (Ez. 13:6; 22:30).

 

Segundo o Grego:

Ënteuxis (grego) - (substantivo) De acordo com W. E. Vine, em seu Expository Dictionary of the New Testament Words, "primariamente denota encontrar-se com; então, uma conversação; uma petição; é um termo técnico de aproximação de um rei, bem como para a aproximação de DEUS em intercessão; é traduzido para oração em  I Tm. 4:5 e no plural em I Tm. 2:1 (isto é, procurando a presença e ouvindo de DEUS a favor de outros). Entugchano (grego) - (verbo) Segundo W. E. Vine, "primariamente harmonizar-se com, encontrar-se com o fim de conversar; então, fazer petição, especialmente intercessão, pleitear com uma pessoa, tanto a favor quanto contra outros;   (a) contra: At. 25:24; Rm. 11:2;  (b) a favor: Rm. 8:27,34; Hb. 7:25. Huperentugcha no grego) - Interceder a favor de; fazer intercessão por.  Interceder, segundo o Dicionário de Aurélio, é "pedir, rogar, suplicar (por outrem); intervir (a favor de alguém ou de algo)" O Dicionário da Bíblia, de Nelson, declara: "O ato de peticionar a DEUS ou orar a favor de outra pessoa ou grupo."

A intercessão é a oração mais preciosa diante de Deus pois a pessoa deixa de pedir para si e de olhar para seus interesses e pensa no proximo, isso toca o coração de Deus de jeito. Você pode acompanhar na Palavra de Deus, no Livro de Jó, quando ele pára de se perguntar o que aconteceu, e pára de procurar culpados e culpar em si mesmo, e ora pelos se amigos. A Bíblia diz e então Deus Virou o cativeiro de jó enquanto ele orava pelo seus amigos.

OBSERVAÇÃO:

Não esqueça o café da manhã.

MENSAGEM NO MEU ANIVERSÁRIO





Hoje Completei mais um ano de vida e estou muito contente por isso, principalmente por sentir que finalmente as coisas estão acontecendo, Deus está fazendo acontecer coisas maravilhosas na minha vida. E meu querido irmão, quando Deus quer te abençoar quem pode impedir, então acredito que chegou o momento de Deus derramar sobre mim, e está vindo as chuvas de Deus.
Fizemos um culto de ação de graças comemorei junto com minha cunhada ela também faz no dia 23 de Outubro. Durante nosso culto quando chegou meu momento de falar, falei sobre Provérbios 4 do verso 1 até o verso 12.
Acompanhe comigo essa leitura:

1
Ouvi, filhos, a instrução do pai, e estai atentos para conhecerdes a prudência.
2
Pois dou-vos boa doutrina; não deixeis a minha lei.
3
Porque eu era filho tenro na companhia de meu pai, e único diante de minha mãe.
4
E ele me ensinava e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos, e vive.
5
Adquire sabedoria, adquire inteligência, e não te esqueças nem te apartes das palavras da minha boca.
6
Não a abandones e ela te guardará; ama-a, e ela te protegerá.
7
A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a sabedoria, emprega tudo o que possues na aquisição de entendimento.
8
Exalta-a, e ela te exaltará; e, abraçando-a tu, ela te honrará.
9
Dará à tua cabeça um diadema de graça e uma coroa de glória te entregará.
10
Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, e se multiplicarão os anos da tua vida.
11
No caminho da sabedoria te ensinei, e por veredas de retidão te fiz andar.
12
Por elas andando, não se embaraçarão os teus passos; e se correres não tropeçarás.




Achei A leitura sensacional, pensei, 'gente já li a Bíblia toda 11 vezes e não tinha reparado nesse texto' senti então que precisava dá uma outra olhada nesse texto com calma.

O tom em que a narrativa segue não temos dúvidas que é do Rei Salomão.

V. 1: ele aponta Alguém que está vendo as coisas de cima, de um prisma diferente, amplo, que ver os dois lados da situação e apresenta sua definição sobre o assunto.

V. 2: ele entra na narrativa e começa agora a participar do todo, dando conselhos tanto no sentido farás, como não farás.

V. 3: Agora o autor se assume no texto e diz, estou falando sobre mim, pois quando "eu era criança". Ele olha para o passado e lembra-se de como ela tratado pelo Rei Davi, o Homem Segundo o Coração de Deus. Sobre o ensinamento de sua mãe. Mas olhar para traz passa a ter sentido, quando queremos resgatar principio abandonados, e práticas boas esquecidas.

V. 4 - 9: Ele traz uma lista dos principais conselhos de seu Pai, ele passa a lembrar dos detalhes daquelas reuniões maravilhosas, ele estava com o Rei Davi, Foram tão Marcantes as palavras de Davi, que ele enumera elas.

V. 10: Ele traz agora umas coisas interessantes, anexa a observâncias dos princípios ensinados por Davi a longevidade da vida. Um pai está dizendo para o filho 'ouve o que te digo e você vai viver mais'.

Quero aproveitar esse momento para trazer um pensamento que tenho sobre um dos grandes mandamentos da Bíblia, 'Honra teu pai e a tua Mãe, para que se prolonguem seus dias'.
Nesse mandamento ele não fala sobre o tipo de pai e mãe, apenas diz Honra-o.
O que é honrar pai e mãe, é nunca dizer nada feio perto deles, é nunca os ofender, é nunca os irritar. Será que é isso, não, claro que não. É muito mais do que isso.
Mas o que quero destacar mesmo são os benefícios disso, Se prolongarão seus dias de vida.

V, 11 - 12: Ratificação. Olha sei como te criei, sei o que te ensinei, sei em que caminho te fez andar. Se andar nesse caminho você vai longe e tem mais uma coisas pode até correr, mas se for segundo os princípios que te ensinei, nunca tropeçará.


Quando li esse texto lembrei-me da minha infância, aquelas manhãs em que meu pai e minha mãe estavam de joelhos orando e abençoando minha vida e de cada um de meus irmãos. Tinha dias que eu fingia que estava dormindo para não orar, mas nunca sairá da minha cabeças aquelas orações de amor.

Os anos estão passando, meu corpo está mudando, meus cabelos cumpridos estão ficando brancos, mas nunca me esquecerei dos ensinamentos de minhas infância. Obrigado Senhor por Minha Família.

A Foto é do meu Pai e de minha Mãe (in memória)
Minha Base, Minhas origens.

The Call - cronicas de narnia



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EXIBIÇÃO DO FILME - AD CALIFÓRNIA


Quero destacar aqui no site, meus sinceros agradescimentos a esse povo querido da Assembléia de Deus de Califórinia. id="fullpost"> No ultimo sábado nos reunimos para assistirr um filme bíblico e espiritual, que despertou à nossa igreja, para realidade de nossa peregrinação nessa terra, e para compreendermos a grandeza desse desafio...
Mas também nos tranquilizamos ao ver todas as promessas e ferramentas que Deus, nos dá para nos fortalecer nessa jornada...
Então povo lindo e querido... preparem o coração pois muito mais vem ae...

A Paz de Deus!